PARLAMENTARES COMEMORAM DETERMINAÇÃO DA ANVISA SOBRE ESTUDO DE AGROTÓXICOSO Brasil vai adotar normas internacionais para os estudos sobre resíduos de agrotóxicos em alimentos feitos pelas empresas que querem registrar seus produtos. A nova determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária é comemorada por parlamentares que acompanham o tema.
Relator de uma subcomissão criada pela Comissão de Seguridade Social para avaliar o uso de pesticidas no país, o deputado Padre João, do PT mineiro, considera a mudança um avanço não só para os consumidores e trabalhadores rurais, mas também para os fabricantes.
"As próprias empresas também vão ganhar com isso, porque quando elas apresentam um estudo já preciso, e dentro dos padrões internacionais, os próprios órgãos - Anvisa, Ibama, Ministério da Agricultura - poderão dar um retorno mais rápido sobre o registro desse produto que eles estão pedindo. Além disso, nós vamos ter mais segurança."
O diretor-geral de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, explica que a resolução aperfeiçoa uma regra de 2006, dentro de um processo de revisão de normas que começou há 12 anos.
"Desde o ano 2000 a gente vem trabalhando em normas e aperfeiçoando essas normas ano a ano para que os estudos de resíduos sejam feitos conforme aqueles que são realizados no nível internacional, para que a gente possa, inclusive, fazer a comparação desses estudos, principalmente discussões internacionais sobre exportação de alimentos que podem conter resíduos."
A norma da Anvisa detalha todas as condições técnicas a serem observadas pelas empresas na condução dos estudos de resíduos de agrotóxicos em alimentos, como os critérios para a preservação de amostras. Apesar das mudanças, o diretor-geral de toxicologia da agência reconhece que ainda há muito a avançar no setor. Um dos entraves é a carente estrutura de laboratórios, tanto governamentais quanto privados. Outro desafio é ampliar a análise de resíduos em culturas de baixo interesse econômico, já que os estudos são custeados pelas empresas.
Já o deputado Padre João considera necessário que o país avance na assistência técnica agroecológica, para que os produtores consigam reduzir, e até mesmo abandonar o uso de agrotóxicos. Em seu relatório, o parlamentar relaciona diversos problemas de saúde, como o aumento da incidência de câncer, ao uso desses produtos na agricultura.
Fonte: Agencia Câmara
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