Humanizar os já domesticados Cada vez mais vimos em noticiários relatos sobre maus tratos de animais. Podemos citar como exemplo a cadela Titã, que foi enterrada viva, após ter ficado 12 horas soterrada, foi encontrada respirando no quintal do ex-tutor. Outro caso recente foi de um cavalo espancado até a morte por um homem em Anápolis-GO, segundo noticiário, o animal estava com a família há um ano, só pelo fato de ter fraturado um dos membros foi espancado até a morte. Outro caso que revoltou a sociedade foi de um cão de rua que foi amarrado e arrastado por um veiculo no interior do Estado de São Paulo em que o animal teve ferimentos graves nos membros, o condutor do veículo foi preso em flagrante. O caso mais recentemente e que ganhou mídia internacional, foi de uma cadela da raça York Shire, onde a proprietária diante de sua filha torturou o animal e foi filmada por um vizinho que entregou às imagens a polícia.
O que deixa a sociedade mais complexada com esses casos é a impunidade. O que está previsto em lei é detenção de no máximo 1 ano e seis meses caso o animal vá a óbito ou ainda podendo ser revertida em medidas sócio educativa, pelo mesmo período. De acordo com Michel Blanco, criar cães e gatos como agregados não é nada novo. É tão disseminado que eles são praticamente figuras obrigatórias naqueles fatídicos adesivos de "família feliz", complementos de manifestações de fé coladas em traseira de carro. Porém, há uma tendência crescente à "humanização" dos animais, borrando as diferenças entre bicho e gente.
De acordo com a fonte G1, a questão central após o caso, acredita Carlos Firmino (Delegado de Formosa-GO), será uma mudança na lei, maus tratos a animais deixariam de ser “contravenção penal”, punível por meio de prisão simples ou multa, e passaria a ser crime em que o infrator está sujeito à reclusão ou detenção.
O espancamento do York Shire atraiu atenção mundial. Somente no 1º.DP de Formosa foram recebidas cerca de 1.000 mensagens de países como Canadá, Itália, Alemanha e EUA. As imagens do espancamento já tiveram mais de 1 milhão de acessos.
Gilson Afonso Saad, advogado da enfermeira, acredita em reversão no caso enquanto delimita a responsabilidades. “Ela vai responder na Justiça pela violência”, diz. “Mas, vai responder na medida de sua culpabilidade; não fulgirá as responsabilidades”, afirmou. A polícia Civil garantiu que não pedirá autópsia do cão, mas ouvirá o médico e marido da enfermeira. Também decidiu juntar ao processo um segundo vídeo, entregue a policia. Gravado por Vera Lúcia Silva mostra a agonia e morte da cadelinha.
Ainda de acordo com Michel Blanco, soa incoerente que cândidos amantes da inocência dos animais vociferem desejos de extermínio. Afinal, como conciliar a defesa do respeito à vida com justiçamento? Mas a confusão pode ser muito mais profunda. O sujeito que estufa o peito para dizer "quanto mais conheço os homens, mais admiro os animais" não está pronto para sair à rua. No melhor dos casos, não se vê em condição de igualdade com outras pessoas e projeta no cão uma extensão de si. Curioso notar que o Terceiro Reich, para quem nem todo mundo era gente, tinha a legislação mais severa da Europa para quem maltratasse animais.
Estamos pagando caro por essa “humanização” que ao mesmo tempo preenche nossos “vazios”, adiamos ter um filho por causa da profissão e dos estudos e casamento, ou realizamos um sonho de criança que era ter aquele ou esse animal. Leiam o artigo “12 dicas” que publicamos nesse site e veja se você enquadra no perfil de poder ter um animal.
Fonte: G1, Animaisos.org e Sergio Blanco
Foto: 180graus.com
Daniel Félix da Silva Branisso
CRMV-MT 2619
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